Pular para o conteúdo

LINK inicia missão para elevar a órbita do satélite Observatório Neil Gehrels Swift da NASA

Nave espacial e módulo robótico em órbita ao redor da Terra ao nascer do sol com fundo do planeta e atmosfera visível.

A missão destinada a aumentar a altitude do satélite Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, entrou em execução depois do lançamento realizado às 20h36 no horário das Ilhas Marshall (05h36 no horário de Brasília), nesta sexta-feira, 3 de julho, sobre o céu do Atol de Kwajalein, no Oceano Pacífico Sul.

Lançamento do LINK e do Pegasus XL sobre o Atol de Kwajalein

O satélite LINK - uma espaçonave robótica de serviço desenvolvida pela Katalyst Space - foi colocado em órbita a bordo de um foguete Pegasus XL, da Northrop Grumman. O veículo foi solto no ar pela aeronave modificada Stargazer (Observador de Estrelas), um L-1011 adaptado, a aproximadamente 40.000 pés de altitude. Trata-se do único exemplar do modelo Lockheed L-1011 ainda em operação no mundo.

Por que a órbita do satélite Observatório Neil Gehrels Swift da NASA está caindo

Na órbita baixa da Terra, a atmosfera do planeta provoca arrasto em espaçonaves, o que faz a altitude diminuir aos poucos quando não há sistemas de propulsão capazes de sustentar a posição. No caso do Swift, a atividade solar recente intensificou esse arrasto, e a órbita passou a decair mais rapidamente do que o estimado.

Diante desse cenário, em setembro a NASA firmou contrato com a Katalyst para elevar novamente o Swift. Para cumprir o objetivo, a empresa teve de projetar, construir, testar e lançar o LINK, além de localizar, capturar e elevar o Swift, tudo em menos de um ano.

Próximos passos após o LINK atingir a órbita

Com o LINK já em órbita, a primeira tarefa da equipe da Katalyst é obter o sinal da espaçonave, confirmando que os painéis solares foram abertos e que os sistemas de energia estão operando normalmente.

Wes Collier, vice-presidente de sistemas de lançamento da Northrop Grumman, disse: “Pronto para lançamento em menos de oito meses, o Pegasus é a escolha preferida para missões que precisam sair do chão agora. Seu design de lançamento aéreo e motores Orion comprovados significam que cargas úteis podem chegar a órbitas que são mais difíceis para outros foguetes alcançarem.

O Pegasus é um lançador de pequeno porte, com três estágios, responsável por colocar quase 100 satélites em órbita terrestre baixa desde sua estreia, em 1990, quando se tornou o primeiro veículo de lançamento espacial desenvolvido de forma privada no mundo.

Graças ao seu conceito responsivo de lançamento aéreo, o Pegasus pode operar a partir de praticamente qualquer ponto do planeta com necessidade mínima de suporte em solo, o que facilita atingir órbitas que seriam mais difíceis para outros veículos lançadores.

Informações da NASA e da Northrop Grumman

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário