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Preços da habitação sobem 17,8% no 1º trimestre de 2026, diz o INE

Jovem preocupado conversa com mulher que mostra gráfico de alta em tablet durante reunião em escritório.

Preços da habitação e IPHab no 1º trimestre de 2026

Os preços da habitação avançaram 17,8% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior - uma alta 1,1 ponto percentual menor do que a do trimestre imediatamente anterior, marcando a primeira perda de ritmo em quase dois anos, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, esse movimento representou a primeira desaceleração do Índice de Preços da Habitação (IPHab) desde o segundo trimestre de 2024.

Na variação frente ao trimestre anterior, o IPHab subiu 3,8% (depois de 4,0% no trimestre precedente): os preços dos imóveis existentes aumentaram 4,2% e os dos imóveis novos, 2,7%.

A taxa de variação média anual do IPHab ficou em 17,9% no primeiro trimestre de 2026, um acréscimo de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, atingindo um novo máximo da série disponível.

Diferença entre habitações existentes e novas no IPHab

Entre janeiro e março de 2026, a valorização foi mais intensa nas habitações existentes (19,7%) do que nas habitações novas (12,6%).

No mesmo período de referência, a variação dos preços nas habitações existentes foi de 19,5%, enquanto nas habitações novas o aumento foi menor, de 13,7%.

Transações: volume negociado e valor das vendas

Segundo o INE, no primeiro trimestre deste ano foram transacionadas 37.745 habitações, uma queda de 8,7% ante o mesmo período do ano passado (após variação de -4,7% no trimestre anterior) e recuo de 12,4% na comparação em cadeia.

Esse foi o segundo trimestre seguido com taxa de variação anual negativa no número de transações (-4,7% no último trimestre de 2025).

Do total de vendas, 30.356 (80,4% do total) foram de habitações existentes, com variação anual de -8,0%. Já nas habitações novas, o número de transações diminuiu 11,6%, para 7.389 unidades.

No primeiro trimestre, o valor das habitações transacionadas somou nove mil milhões de euros, 3,2% acima do mesmo trimestre de 2025. No detalhamento, o valor das transações de habitações existentes cresceu 6,9%, para 7.500 milhões de euros, enquanto nas habitações novas houve retração de 6,8%, para 2400 milhões.

Na comparação com o trimestre anterior, o valor das transações de alojamentos recuou 7,9% entre janeiro e março (depois de alta de 2,6% no quarto trimestre de 2025). A queda apareceu nas duas categorias, mais forte nos novos (-11,2%) do que nos existentes (-6,8%).

Compradores: famílias, domicílio fiscal e recorte regional

No primeiro trimestre, as vendas de alojamentos para famílias diminuíram 8,7% em termos anuais e 12,4% na comparação em cadeia, totalizando 32.828 habitações - 87,0% de todas as vendas.

Em valor, as vendas de alojamentos para famílias aumentaram 3,4% em termos anuais e caíram 8,1% na comparação em cadeia, somando 8600 milhões de euros, o equivalente a 86,4% do total.

As aquisições de habitação por compradores com domicílio fiscal no território nacional também recuaram: foram 35.975 unidades, menos 8,4% frente ao primeiro trimestre de 2025, representando 95,3% do total e totalizando 9100 milhões de euros (mais 3,4% em termos anuais).

Já entre compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, contabilizaram-se 1770 vendas, uma redução de 15,6% ante o mesmo período do ano anterior (-20,9% no quarto trimestre de 2025).

Dentro das categorias de compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, a União Europeia registrou a maior contração no número de transações, de -16,8%, acima da observada na categoria de restantes países, que ficou em -14,4%.

Em análise regional, o INE apurou que, até março, todas as regiões tiveram diminuição no número de transações em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a Madeira, os Açores e o Algarve, com quedas de 25,6%, 11,4% e 10,7%, respectivamente.

Mesmo assim, os valores transacionados de alojamentos seguiram em alta em algumas regiões do país. Acima da média nacional, sobressaíram os avanços na Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, variando entre 4,6% e 16,6%.

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