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A imprensa da Ucrânia afirma que uma combinação de mísseis balísticos táticos e mísseis de cruzeiro, somada ao emprego de drones de ataque, tem levado os sistemas de defesa aérea MIM-104 Patriot da Força Aérea da Ucrânia ao limite. Nos últimos meses, as forças armadas de Moscou teriam ajustado suas táticas e incorporado novos recursos tecnológicos, o que vem permitindo saturar com mais eficiência as defesas aéreas ucranianas.
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Táticas russas e evolução dos mísseis Iskander
De acordo com autoridades ucranianas, os mísseis balísticos táticos 9K720 Iskander usados pelas forças russas passaram a trazer alterações voltadas a dificultar a ação das defesas aéreas da Ucrânia. Entre os aprimoramentos citados estão a capacidade de executar manobras evasivas na fase final do voo e o emprego de iscas, fatores que teriam elevado a taxa de efetividade desse armamento.
Limitações operacionais do MIM-104 Patriot
Mesmo com as mudanças observadas nos vetores russos, Yuri Ihnat, porta-voz do Comando da Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia, declarou recentemente que o Patriot ainda consegue interceptar mísseis balísticos e hipersônicos, incluindo o Kinzhal. Ainda assim, ele apontou limitações técnicas do sistema norte-americano: “…(operando) em modo automático, torna-se difícil calcular com precisão o momento da interceptação quando um míssil manobra durante o voo… Além disso, durante um ataque, uma única bateria Patriot aponta para uma direção específica; ela não consegue detectar ou atingir alvos russos em um raio de 360 graus”, acrescentou Ihnat.
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Desde que passou a integrar a rede de defesa aérea da Ucrânia, o MIM-104 Patriot se consolidou como um ativo importante para a Força Aérea Ucraniana no enfrentamento de mísseis e aeronaves das Forças Aeroespaciais Russas. Além de derrubar mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos, baterias ucranianas do Patriot também teriam obtido resultados em diferentes operações, incluindo uma sequência de emboscadas antiaéreas que culminaram na destruição de caças-bombardeiros, interceptadores e helicópteros russos.
Relatos indicam que essas emboscadas com o MIM-104 Patriot foram conduzidas por meio de técnicas “não convencionais”, conforme descreve um relatório recente da Força Aérea Ucraniana. Há especulações de que forças ucranianas tenham criado e colocado em prática uma solução de mobilidade para o Patriot, permitindo estabelecer “zonas de abate” por curtos períodos, porém com alta eficácia, contra aeronaves das Forças Armadas Russas.
Aliados reforçam os sistemas Patriot ucranianos
Alemanha, Dinamarca, Lituânia e Noruega estiveram entre os países aliados que viabilizaram a entrega de dois novos sistemas Patriot à Ucrânia, provenientes de estoques alemães. Já o apoio de Dinamarca, Lituânia e Noruega teria se concretizado por meio de financiamento. “…Reforçamos o componente Patriot da nossa defesa aérea ucraniana. Agradeço à Alemanha e, pessoalmente, ao Chanceler Federal Friedrich Merz por esta iniciativa conjunta para proteger vidas humanas do terrorismo russo…”, afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky há alguns dias.
Zelensky também disse que seguem as negociações para continuar incorporando melhorias ao sistema integrado de defesa aérea ucraniano, tanto por iniciativas governamentais quanto em coordenação com diversos fabricantes.
Cabe destacar que a arquitetura de defesa aérea da Ucrânia também conta com o SAMP/T, fornecido por França e Itália, que teria demonstrado efetividade contra diferentes ameaças russas. A relação inclui ainda sistemas como NASAMS, IRIS-T SLM, MIM-23 HAWK, Crotale NG, Raven/ASRAAM e SPADA 2000/Aspide, entre outros.
Imagem de capa meramente ilustrativa. Créditos: Forças Armadas da Ucrânia
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