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LATAM Brasil ainda avalia usar linha de crédito do BNDES após crise no Oriente Médio

Homem de negócios analisa gráficos em tablet e documentos com avião no aeroporto ao fundo.

A LATAM Brasil ainda não bateu o martelo sobre aderir ou não à nova linha de crédito oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criada para ajudar companhias aéreas brasileiras a lidarem com os efeitos da recente crise no Oriente Médio sobre o preço do combustível.

LATAM Brasil avalia uso da linha de crédito do BNDES

A confirmação veio do CEO da empresa no Brasil, Jerome Cadier, durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. Ele explicou que a linha já está disponível, porém a companhia segue nas etapas finais de avaliação antes de decidir pela contratação.

Essa linha foi disponibilizada, mas ainda não foi tomada. Estamos nas discussões finais para decidir se vamos utilizá-la ou não“, afirmou.

Cadier detalhou que o próprio BNDES enquadra a iniciativa como uma linha de apoio a capital de giro, voltada a dar mais estabilidade financeira em um período de forte pressão de custos - e não como uma alternativa destinada a financiar novos investimentos.

Alta do combustível e impacto nas despesas do grupo

De acordo com o executivo, a medida busca reduzir o peso de um choque externo que atingiu toda a aviação: a forte alta no preço do combustível de aviação. No LATAM Airlines Group, o efeito foi relevante. A empresa informou que, no segundo trimestre, as despesas com combustível cresceram cerca de US$ 880 milhões em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar de o crédito ser denominado em reais, Cadier ressaltou que, no caso da LATAM, o maior ganho não está associado a uma menor exposição ao câmbio. Segundo ele, a companhia conta com uma proteção natural significativa, apoiada pelas receitas das operações internacionais no continente sul-americano e pelo transporte de cargas.

Ainda assim, na avaliação do CEO, o financiamento pode funcionar como uma fonte adicional importante de liquidez, em um dos períodos mais desafiadores enfrentados pela aviação comercial nos últimos anos.

FNAC e o anúncio do Governo Federal de até R$ 8 bilhões

Jerome Cadier também registrou um agradecimento público ao BNDES, ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos pela atuação para viabilizar o financiamento. Conforme ele, a criação da linha atende a uma demanda antiga do setor e foi possível por meio do uso de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

O FNAC foi prometido por muito tempo, mas somente agora está sendo efetivamente disponibilizado para as companhias aéreas. Vale aqui o agradecimento ao BNDES, ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos, que trabalharam para tornar isso possível“, declarou.

Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para o setor aéreo, com recursos do FNAC e operacionalização pelo BNDES. A proposta é oferecer capital de giro às companhias brasileiras diante da elevação de custos causada pela alta do combustível, preservando a capacidade financeira das empresas e a continuidade das operações:

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