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Airbus A400M Atlas da RAF ZM413 faz escala na FACh em Santiago do Chile rumo às Ilhas Malvinas

Três militares conversam diante de cargueiro militar cinza estacionado em pista com montanhas ao fundo.

Como parte do esquema de sustentação logística das forças destacadas nas Ilhas Malvinas, um avião de transporte militar Airbus A400M Atlas da Real Força Aérea Britânica (RAF), matrícula ZM413, fez uma escala em uma base militar da Força Aérea do Chile (FACh). A aeronave, que vinha da base de Monte Agradable, foi identificada em instalações utilizadas pelo Grupo de Aviação Nº 10, em Santiago do Chile, conforme dados divulgados por sistemas de rastreamento de voos e por meios especializados.

Escala do Airbus A400M Atlas (RAF) ZM413 na FACh, em Santiago do Chile

A utilização de uma base militar chilena como ponto de apoio não é tratada como um evento aleatório. Em vez de uma simples parada técnica em aeroporto civil, o emprego de infraestrutura ligada a uma força aérea regional oferece à RAF um espaço operacional e logístico mais amplo.

Nesse cenário, o Chile vem se firmando como um ponto recorrente de trânsito para aeronaves britânicas, sobretudo no eixo Punta Arenas–Chabunco, a partir do qual o Reino Unido já realizou voos rumo à Antártida em apoio a missões científicas. A repetição dessas operações reforça a percepção de uma rede de apoio estável que conecta as Malvinas ao Cone Sul.

Capacidade do A400M Atlas no apoio a Monte Agradable e ao eixo antártico

Projetado para transportar carga pesada, pessoal e equipamentos a longas distâncias, o A400M Atlas é uma das plataformas mais modernas do transporte tático-estratégico da RAF. Há anos, esse modelo é empregado no sustentamento de Monte Agradable, considerada a principal instalação militar das forças britânicas no arquipélago das Malvinas.

Essas capacidades permitem ao Reino Unido diminuir a dependência do reabastecimento marítimo e manter ativa uma cadeia logística entre o Atlântico Sul e o continente sul-americano, ampliando sua autonomia operacional tanto em direção às Malvinas quanto ao eixo antártico, onde o British Antarctic Survey mantém campanhas científicas de caráter permanente.

Operações anteriores, rotas registradas e repercussões diplomáticas

A escala do A400M ZM413 volta a colocar em pauta o uso de infraestrutura continental americana pelo Reino Unido para sustentar sua presença militar em um território cuja soberania permanece em disputa com a República Argentina. Trata-se de um tipo de operação derivado de planejamento logístico que envolve voos regulares.

Em dezembro de 2025, outro A400M Atlas (matrícula ZM407) pousou em Santiago do Chile depois de decolar de Brasília, reforçando o uso frequente de aeroportos civis e militares no sustentamento do destacamento britânico no Atlântico Sul.

No ano passado, os A400M ZM418 e ZM421 também foram registrados em trajetos semelhantes, combinando escalas em Santiago, Montevidéu e Brasília antes de retornarem a Monte Agradable. Já em março de 2025, uma operação conjunta com um avião-tanque Voyager KC3 viabilizou o deslocamento de um A400M até a Geleira União, na Antártida, caracterizando um dos voos mais austrais efetuados pela RAF nos últimos anos.

Em particular, esses deslocamentos reativam preocupações sobre a militarização do arquipélago e sobre o uso de território regional pelo Reino Unido. Embora o Chile e outros países do Cone Sul mantenham posições formais de apoio à solução pacífica do conflito e às resoluções da ONU que pedem a retomada das negociações de soberania, a cooperação logística britânica na região adiciona um componente diplomático sensível, associado ao uso de instalações que tornam o sustentamento logístico menos oneroso, dada a grande distância entre o Reino Unido e as Ilhas Malvinas.

Imagens usadas em caráter ilustrativo.


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