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ATR 72-200 corporativo do Brasil passa a integrar acervo da Sucatas BIM em Campinas

Dois trabalhadores orientam táxi de avião turboélice branco e azul no aeroporto ao pôr do sol.

O ATR 72-200 corporativo do Brasil chega à Sucatas BIM

O primeiro ATR 72 corporativo do Brasil, um ATR 72-200, passou a fazer parte do patrimônio da Sucatas BIM, companhia voltada à reciclagem e ao comércio de sucatas com sede em Campinas, no interior de São Paulo. Para a transferência, a aeronave foi levada em um caminhão até o pátio da empresa, onde recebeu lavagem e um preparo visual.

O “cemitério-museu” aeronáutico em Campinas

Instalada na Rodovia SP-73, km 8, a Sucatas BIM mantém um acervo de aviões comerciais e executivos já desativados, além de componentes considerados históricos. Esse conjunto pouco comum atrai visitantes como entusiastas, fotógrafos e admiradores da aviação, que costumam se referir ao local, de forma informal, como um “cemitério-museu” aeronáutico.

Entre os modelos presentes no acervo, há exemplares como Boeing 727, Boeing 737 e Airbus A318, além de outras aeronaves regionais e de aviação geral.

PR-AZT, histórico do ATR 72 e o destino do que restou

De origem franco-italiana, o ATR 72 é um turboélice bastante visto em rotas curtas e, em geral, configurado para transportar cerca de 70 passageiros. Agora, ele se soma a esse conjunto raro mantido em Campinas.

O avião em questão, de matrícula PR-AZT, pertenceu à Imetame e ficou marcado por ter sido o primeiro ATR 72 corporativo do Brasil. Ele operou até 2022, quando foi substituído por uma aeronave mais recente, um ATR 72-600 de registro PR-PFD.

Em situações semelhantes, aeronaves desse porte costumam ser desmontadas para reaproveitamento de peças, e algumas acabam ganhando funções alternativas - como atrações turísticas, restaurantes temáticos, áreas para eventos ou itens de coleção.

No caso do acervo da Sucatas BIM, por enquanto o avião - ou o que permaneceu dele após a retirada dos motores e de outros componentes - seguirá como uma lembrança histórica. Ainda assim, vale registrar que a peça está à venda.

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