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Novas imagens mostram o porta-aviões Fujian (CV-18) ao lado do Shandong (CV-17) em Yulin, Hainan

Dois porta-aviões militares ancorados em porto próximo a colinas verdes e edifícios brancos.
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Imagens OSINT em Yulin e sinais de uma possível cerimônia

Nas últimas horas, novas imagens divulgadas por Fontes de Informação Aberta (OSINT) mostraram o porta-aviões Fujian (CV-18), da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN), atracado ao lado do Shandong (CV-17) no porto de Yulin, na Ilha de Hainan. Para analistas, o registro pode ser um indicativo de que a embarcação está às vésperas de uma cerimônia ligada à sua entrada oficial em serviço.

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As fotos, que circularam em redes sociais e fóruns especializados em defesa, exibem os dois porta-aviões alinhados no mesmo cais - uma cena incomum, ainda mais por coincidir com relatos anteriores sobre os preparativos para o evento de incorporação do CV-18. Em paralelo, também surgiram especulações de que o presidente da China, Xi Jinping, já teria chegado - ou estaria a caminho - da Ilha de Hainan para conduzir a eventual cerimônia, reforçando a leitura de que a entrada em serviço pode estar próxima.

Testes finais e possível antecipação do comissionamento do Fujian (CV-18)

Cabe lembrar que, no fim de agosto, diferentes fontes apontavam que o porta-aviões Fujian já estava na etapa derradeira de testes de mar e de calibração de sistemas, com incorporação estimada para o fim de 2025. Agora, as imagens divulgadas nos últimos dias sugerem que o processo de colocação em serviço pode ter sido antecipado, indicando que o navio possivelmente já estaria pronto para ser comissionado oficialmente.

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Porta-aviões Tipo 003: EMALS, aeronaves mais pesadas e maior alcance

O porta-aviões Fujian, também conhecido como Tipo 003, foi lançado ao mar em junho de 2022 pelo estaleiro Jiangnan, em Xangai. Trata-se do primeiro porta-aviões construído pela China equipado com catapultas eletromagnéticas (EMALS), um avanço que o diferencia dos seus antecessores, o Liaoning (CV-16) e o Shandong (CV-17), que utilizam rampa do tipo ski-jump. Com esse novo sistema, a plataforma passa a poder operar aeronaves mais pesadas e com maior autonomia, além de permitir o lançamento de um volume maior de aeronaves, incluindo caças J-15T, J-35 e as aeronaves de alerta antecipado (AEW&C) KJ-600 - ampliando de forma relevante a capacidade de projeção de poder aéreo do EPL.

Provas de mar, calibração das catapultas e treinamento de tripulação

Ao longo do último ano, o porta-aviões realizou múltiplas provas de mar e ajustes de seus sistemas de catapultas, em paralelo a atividades de preparo da tripulação e do pessoal técnico. Analistas ressaltaram que o Fujian vem apresentando evolução contínua desde sua primeira navegação de teste em maio de 2024, consolidando-se como o navio mais avançado da frota chinesa e como um marco importante rumo à futura geração de porta-aviões com propulsão nuclear projetada para a próxima década.

Travessia pelo Estreito de Taiwan e monitoramento da JMSDF

Uma das saídas mais recentes registradas ocorreu por volta de meados de setembro de 2025, quando o Fujian foi observado atravessando o Estreito de Taiwan em direção ao Mar do Sul da China, como parte de uma etapa final de navegação e treinamento antes da entrada em serviço. Durante essa navegação, as Forças Marítimas de Autodefesa do Japão (JMSDF) mantiveram acompanhamento contínuo da formação, marcando a primeira vez em que o porta-aviões foi monitorado por Tóquio em águas internacionais. Segundo as informações publicadas, o Fujian navegava escoltado por dois destróieres - um deles do tipo 052C -, compondo um grupo-tarefa reduzido.

Base em Hainan e projeção naval no Pacífico Ocidental

Caso a incorporação seja confirmada nas próximas horas, presume-se que o Fujian terá como sede a Base Naval de Yulin, em Hainan, onde o porta-aviões Shandong (CV-17) já mantém seu porto-base. Seu comissionamento reforçará a capacidade de projeção da Marinha do EPL no Pacífico Ocidental, uma região cada vez mais disputada, na qual Pequim continua ampliando sua presença marítima e aérea - especialmente no entorno do Estreito de Taiwan e do Mar do Sul da China.


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