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Boeing recebe certificação de tipo emendada da FAA para o 737 MAX 7

Grupo de cinco profissionais em reunião ao lado de avião no pátio de aeroporto ao entardecer.

A Boeing, fabricante norte-americana, comunicou na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto, que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) concedeu a certificação de tipo emendada para o novo 737 MAX 7, liberando oficialmente o avião para iniciar operações comerciais.

Com o aval regulatório, chega ao fim um ciclo de certificação que se arrastou por anos e a empresa fica apta a começar as entregas do menor membro da família 737 MAX. A Southwest Airlines, cliente lançadora, será a primeira companhia a receber o modelo.

Certificação do 737 MAX 7: marco e bastidores

Para Stephanie Pope, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, a autorização é um ponto de virada para o programa: “Essa importante certificação valida o rigor do projeto da nossa aeronave e reconhece a determinação e a resiliência da equipe de desenvolvimento do 737 MAX“.

A executiva ressaltou que o time de engenheiros e especialistas de ensaios lidou com diferentes obstáculos ao longo do desenvolvimento, entre eles os efeitos da pandemia de COVID-19 e a necessidade de se adequar a processos de certificação atualizados.

“Durante todo esse período, nossa equipe permaneceu focada em cumprir todos os requisitos e entregar aos clientes uma aeronave segura e ainda mais capaz“, afirmou Pope.

O que a Boeing destaca no 737 MAX 7

O 737 MAX 7 é descrito como a menor variante e, ao mesmo tempo, a de maior alcance dentro da linha 737 MAX. Em uma configuração de duas classes, a capacidade fica entre 135 e 160 passageiros.

Segundo a Boeing, o avião entrega aproximadamente 10% mais alcance em relação aos demais integrantes da família MAX. A fabricante também aponta uma redução de 20% no consumo de combustível e nas emissões de CO₂, além de uma diminuição de 50% na pegada de ruído quando comparado às aeronaves que o modelo costuma substituir.

Como foi o programa de certificação com a FAA

Iniciado em 2018, o processo de certificação envolveu mais de 1.000 horas de testes, combinando campanhas em voo e em solo. O pacote incluiu ainda análises amplas de segurança de sistemas e avaliações ligadas a fatores humanos.

Ao longo dos ensaios, a Boeing implementou uma atualização no sistema de proteção contra gelo dos motores, com o objetivo de corrigir uma condição identificada durante os testes de voo.

Mike Sinnett, vice-presidente sênior de Estratégia de Produto, Desenvolvimento de Produto e Programas de Desenvolvimento da Boeing, afirmou que a empresa manteve interação contínua com a FAA durante toda a trajetória.

“Realizamos discussões regulares e detalhadas com a FAA para garantir que compreendíamos todos os requisitos e para dar total transparência ao progresso do programa”, declarou.

O executivo acrescentou que o aprendizado obtido nesse ciclo deve ajudar a acelerar iniciativas futuras de desenvolvimento de aeronaves, com maior ênfase em fatores humanos, segurança e qualidade.

Preparativos para as primeiras entregas à Southwest Airlines

Com a certificação finalizada, Boeing e Southwest Airlines já começaram os preparativos para a entrega da primeira unidade. A fabricante informou que as equipes estão trabalhando na configuração final dos primeiros aviões de produção, antes do início das operações comerciais do 737 MAX 7.

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