FAA diz que certificação do Boeing 737 MAX 7 e 737 MAX 10 está perto
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou que o processo de certificação das versões Boeing 737 MAX 7 e Boeing 737 MAX 10 está muito próximo de ser finalizado, após um extenso e exigente ciclo de avaliação técnica das duas variantes da família 737 MAX.
Em conversa com a Reuters nos bastidores do Farnborough International Airshow, o vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau, afirmou que a aprovação está iminente.
“Mais próxima do que nunca“, disse Rocheleau. De acordo com ele, a certificação do 737 MAX 7 está “literalmente logo ali”, e a do MAX 10 deve vir na sequência. O executivo acrescentou ainda que a agência pretende certificar o Boeing 777X depois de encerrar o trâmite referente às duas versões do 737 MAX.
“Se será ainda este ano ou no início do próximo, estamos deixando que a Boeing conduza esse cronograma, à medida que nos apresenta as informações necessárias e trabalhamos juntos no processo“, explicou.
Correção do anti-gelo dos motores e entregas pendentes
Na semana passada, a Boeing declarou que está na fase final para obter a certificação regulatória da correção do sistema anti-gelo dos motores do 737 MAX - um dos requisitos para liberar as variantes MAX 7 e MAX 10.
Segundo a empresa de análise de dados Cirium, a Boeing já montou aproximadamente 30 unidades do 737 MAX 7 e nove exemplares do MAX 10, todos à espera de certificação para que possam ser entregues aos clientes. O MAX 10 responde por pelo menos 28% da carteira de pedidos pendentes da família 737 MAX, o que reforça o peso comercial do modelo para a fabricante.
Anos de atrasos, fiscalização ampliada e a relação FAA–Boeing
A certificação dessas duas versões soma anos de atraso. O processo passou a ser bem mais rigoroso após os acidentes fatais com o 737 MAX 8 da Lion Air, em 2018, e da Ethiopian Airlines, em 2019. Além disso, a Boeing passou a enfrentar um escrutínio ainda mais intenso depois que um painel de fuselagem de um Boeing 737 MAX 9 da Alaska Airlines se desprendeu durante o voo, em janeiro de 2024, em uma aeronave praticamente nova.
Também na semana passada, o administrador da FAA, Bryan Bedford, disse à Reuters que a dinâmica entre o órgão regulador e a Boeing mudou de forma relevante ao longo das certificações de novas aeronaves.
Conforme Bedford, os atrasos observados anteriormente não estavam ligados à falta de recursos na FAA, e sim às alterações frequentes de prioridades dentro da própria fabricante.
“Muitas das dificuldades para responder à Boeing em tempo hábil não estavam relacionadas à capacidade da FAA, mas ao fato de que a empresa mudava constantemente suas prioridades“, afirmou.
O administrador acrescentou que os fluxos de trabalho da FAA voltados à certificação da Boeing cresceram entre 35% e 40%, o que hoje dá à fabricante uma visão mais definida sobre prazos e etapas necessárias para obter as aprovações regulatórias.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário