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Quando o trabalho remoto deixa um gestor inseguro

Homem sentado em mesa usando laptop para videoconferência e pesquisa, com fones e caderno ao lado.

Um dia comum no trabalho remoto

Numa terça-feira cinzenta de fevereiro, um gestor que eu conheço encarou uma grade de quadradinhos mudos no Zoom e soltou, meio em brincadeira, meio apavorado: “Vocês estão mesmo trabalhando?” A equipe riu, as câmaras (câmeras) acenderam e apagaram, e um cachorro latiu em algum lugar ao fundo. Depois, todo mundo voltou para as planilhas, para as conversas no Slack e para os WhatsApps privados. Horas mais tarde, vieram os números: metas batidas, clientes satisfeitos, nenhuma crise. No papel, tinha sido um bom dia. Para ele, parecia a perda de algo que ele nem sabia explicar.

A sensação de controle no trabalho remoto

Ele me contou depois que o trabalho remoto o fazia se sentir “como um professor substituto a quem ninguém dá ouvidos”. Não porque a equipe dele fosse preguiçosa, mas porque ele não conseguia ver

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