A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) informou que, em 24 de março de 2026, foram realizados em órbita os testes do Asian Try Zero-G 2025 - um programa de experimentos de física de proposta simples voltado para jovens - dentro do Módulo Experimental Japonês “Kibo”, na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A ISS funciona como um grande laboratório orbital a cerca de 400 km da Terra. Deslocando-se a aproximadamente 28.000 km/h, ela recebe tripulações internacionais que executam pesquisas em microgravidade e é o maior objeto já construído pelo ser humano no espaço.
Asian Try Zero-G 2025 e a colaboração Kibo-ABC
O Asian Try Zero-G acontece no âmbito da Colaboração Benéfica Asiática através da Utilização do Kibo (Asian Beneficial Collaboration through Kibo Utilization – Kibo-ABC), uma iniciativa cooperativa da região Ásia-Pacífico que utiliza o módulo Kibo. O objetivo é abrir espaço para que astronautas realizem em órbita experimentos baseados em ideias simples de pesquisas espaciais apresentadas por estudantes de diferentes países e regiões.
Participação recorde no Asian Try Zero-G 2025
Segundo a JAXA, o interesse pelo programa segue em alta. Nesta edição, o Asian Try Zero-G 2025 registrou um recorde de inscrições, com cerca de duas vezes mais propostas do que a chamada anterior.
- Número de temas de experimentos propostos: 500
- Número de participantes: 1.176
- Países/regiões participantes: 9
- Número de temas selecionados: 11
Os 11 experimentos em órbita foram conduzidos pelo astronauta da NASA Christopher Williams.
Evento híbrido no Centro Espacial Tsukuba
A atividade ocorreu em formato híbrido, reunindo jovens presencialmente no Centro Espacial Tsukuba e, ao mesmo tempo, com transmissão online. Primeiro, os estudantes fizeram apresentações explicando as propostas enviadas; depois, acompanharam em tempo real a execução dos experimentos no espaço.
Aviões de papel no módulo Kibo: perguntas e resultados
Entre os 11 experimentos, dois envolveram aviões de papel e partiram de questões sugeridas por estudantes japoneses: “Os Vórtices de Ponta de Asa de um Avião de Papel Vêm da Gravidade?” e “Um Avião de Papel é Capaz de Voar Apesar dole um Desequilíbrio de Asa sob Gravidade Zero?”.
No primeiro teste, cordas plásticas finas e planas foram fixadas nas bordas das asas do avião de papel para observar se surgiriam vórtices na ponta de asa. À medida que o avião de papel flutuava de forma suave, foi possível ver as cordas se retorcendo em vórtices, evidenciando que esses vórtices são gerados mesmo sem a influência da gravidade.
No segundo, pesos foram colocados nas duas asas com a finalidade de entender como um desequilíbrio de massa interfere na direção e no movimento durante o voo. Com os pesos adicionados, o avião de papel passou a fazer um movimento de capotagem para frente e de cambalhota, em vez de seguir em linha reta. Os estudantes observaram com atenção cada resultado e o que ele pode indicar.
Com informações da JAXA
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