A Alaska Airlines anunciou nesta terça-feira (21) um plano para aposentar os Boeing 717 da Hawaiian Airlines usados nas rotas entre as ilhas do Havaí. Para assumir essas operações, a empresa escolheu o Boeing 737-800 de segunda mão, com a promessa de elevar a capacidade, tornar a malha mais confiável e entregar uma experiência mais atual aos passageiros.
Os 737-800 manterão a identidade visual da Hawaiian Airlines e ficarão dedicados ao serviço interilhas. A base operacional será o Aeroporto Internacional Daniel K. Inouye, em Honolulu, e, após a integração entre as companhias, a intenção é que os voos sejam realizados por pilotos e comissários sediados na capital havaiana.
Plano de transição da frota até 2028
De acordo com a Alaska Airlines, a troca gradual da frota está prevista para começar em 2028. Até lá, aeronaves 737 da própria Alaska serão empregadas para complementar a operação hoje feita pelos Boeing 717 - modelo que representa a última geração da família Douglas DC-9/McDonnell Douglas MD-80.
Já a partir de outubro deste ano, um Boeing 737 da Alaska Airlines passará a cumprir três frequências diárias de ida e volta entre Honolulu e Kahului, na ilha de Maui. Essas partidas ocorrerão pelo Terminal 1 do aeroporto de Honolulu, que também concentrará o atendimento aos passageiros.
Por que o Boeing 737-800 nos voos interilhas do Havaí
A companhia ressalta que o ambiente operacional entre as ilhas havaianas é bastante particular: trechos muito curtos - com voos que podem durar até 15 minutos -, alto volume de ciclos diários de decolagens e pousos e uma operação constante sobre o mar, onde o sal acelera processos de corrosão.
Segundo a Alaska Airlines, o Boeing 737-800 se encaixa bem nesse cenário por combinar estrutura e motores preparados para uma utilização intensa ao longo do dia, sem sacrificar a confiabilidade da rede.
“O Boeing 737-800 nos oferece uma plataforma comprovada e capaz para o próximo capítulo das operações entre as ilhas. A aeronave atende às necessidades operacionais do Havaí e proporciona uma transição clara da frota de Boeing 717, mantendo o serviço confiável que nossos passageiros esperam“, afirmou Jim Landers, responsável pelas operações da Alaska Airlines e da Hawaiian Airlines no Havaí.
Havia a expectativa de que a substituição fosse feita com aviões novos, como o Embraer E195-E2 de 132 assentos ou até o A220-100 com capacidade para 135 passageiros, ante 128 poltronas dos 717 da Hawaiian. No entanto, essa hipótese não se confirmou, acompanhando o movimento de outros operadores do mesmo Boeing, que preferiram migrar para aeronaves maiores.
Cabine, capacidade e estratégia Alaska Accelerate
Além de transportar mais pessoas, os novos aviões devem trazer mudanças relevantes na experiência a bordo. Entre os principais pontos estão o dobro de assentos na Primeira Classe, a inclusão de 30 lugares na econômica premium, Wi‑Fi gratuito via Starlink em todos os voos, mais espaço para levar pranchas de surfe, poltronas reclináveis Recaro com revestimento em couro, tomadas de energia de 110 volts, portas USB e suportes para dispositivos móveis em todos os assentos.
A configuração total será de 161 assentos, abaixo, por exemplo, da capacidade de um 737-800 da GOL, que opera com 189 poltronas. Serão 16 lugares na Primeira Classe em layout 2-2, 30 assentos na econômica premium com maior espaço para as pernas e 115 na econômica convencional. No agregado, a oferta por voo aumentará em 25%.
A escolha integra o plano estratégico Alaska Accelerate, lançado pelo Alaska Air Group para acelerar o crescimento após a integração com a Hawaiian Airlines. O programa prevê reforçar a atuação das duas marcas, ampliar a conectividade, investir na infraestrutura aeroportuária no Havaí e aprimorar a experiência do passageiro, ao mesmo tempo em que mantém a identidade da Hawaiian Airlines.
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