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Câmara de Gaia quer lançar concursos de habitações para a classe média até setembro, com rendas a partir de 460 euros

Homem e mulher discutindo maquete de prédios em escritório com grande janela e vista para rio e cidade.

Concursos da Câmara de Gaia para habitação de classe média

A Câmara de Gaia pretende colocar na rua, até setembro, os primeiros concursos para erguer moradias e apartamentos voltados à classe média. No início do programa, a intenção é que os imóveis sejam direcionados a jovens e estudantes que morem no município, com aluguéis a partir de 460 euros.

Investimento privado em terrenos municipais

Para viabilizar as obras, o município busca investidores privados dispostos a financiar e construir empreendimentos em áreas pertencentes à Câmara. “O privado constrói, encontramos no mercado internacional fundos que financiam a construção e nos responsabilizamos pelo aluguel”, afirmou ontem o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, durante uma cerimônia de entrega de 14 moradias de habitação social.

Nessa fórmula, os terrenos municipais seriam cedidos por meio de direito de superfície, incluindo uma cláusula que garante a reversão do patrimônio à prefeitura.

Financiamento sem endividar o município

Segundo o prefeito, estão em discussão alternativas para garantir a construção com financiamento, sem gerar custos diretos para as administrações locais. “Estamos negociando alternativas que permitam construir as casas tendo financiamento. E queremos fazer isso sem que isso acarrete qualquer tipo de encargo para as autarquias, ou seja, sem recorrermos a crédito, sem nos endividarmos”, explicou.

Luís Filipe Menezes acrescentou que, com o encerramento do 1.º Direito - programa estatal de apoio ao financiamento de novas moradias -, as câmaras ficam “desarmadas” quando o assunto é construir habitação para jovens e para a classe média, restando apenas “ter criatividade”.

Metas de oferta: jovens, estudantes e interior do concelho

O social-democrata considera viável atingir entre 400 e 500 unidades disponíveis para jovens e estudantes da cidade. Os valores estimados ficam em torno de 460 euros para T2, 560 euros para T3 e 660 euros para T4.

Até o fim do ano, a Câmara pretende iniciar projetos com o mesmo modelo na área mais interior do município - nas localidades de Olival ou Lever - mantendo aluguéis em patamares semelhantes.

Expansão da habitação social

Reconhecendo que também “há necessidades na habitação social”, o presidente afirmou que pretende ampliar a oferta nos próximos anos. “Comprometo-me que, até ao final do mandato, iniciaremos a construção e finalizaremos certamente algumas centenas de casas de habitação social - no mínimo dos mínimos, 500 casas. Mais uma centena e pouco que ainda temos em condições de recuperar”, garantiu.

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