Na quinta-feira, 23 de julho, o Manaus Airport apresentou um plano para firmar o aeroporto como uma plataforma de logística, negócios e desenvolvimento econômico, com o objetivo de colocar a Amazônia na rota global do comércio eletrônico.
Manaus Airport em Movimento: visão estratégica para a Amazônia
Durante o evento Manaus Airport em Movimento, a Concessionária dos Aeroportos da Amazônia - que faz parte da rede VINCI Airports - oficializou duas frentes: o lançamento de um programa de desenvolvimento imobiliário (Real Estate) voltado ao entorno do aeroporto e a implantação do serviço de Remessa Expressa (Courier) no Terminal de Cargas, conectando Manaus diretamente às cadeias globais do comércio eletrônico.
O Manaus Airport está em uma capital com a sexta maior economia do Brasil e que concentra um dos principais polos industriais do país. Ao longo do encontro, a concessionária compartilhou sua estratégia para a região, ressaltando mudanças realizadas desde o início da concessão, aportes em infraestrutura e inovação, o avanço da conectividade aérea, o reforço do terminal de cargas e a agenda socioambiental conduzida na Amazônia.
Em quatro anos, a concessionária aplicou R$ 1,4 bilhão na modernização dos sete aeroportos da Amazônia sob sua administração:
- Manaus
- Porto Velho
- Rio Branco
- Cruzeiro do Sul
- Tabatinga
- Tefé
- Boa Vista
Segundo a apresentação, os investimentos elevaram a capacidade operacional, aumentaram a eficiência logística e melhoraram a experiência de quem viaja.
Programa de desenvolvimento imobiliário (Real Estate) no entorno do aeroporto
O ponto central do anúncio foi o programa de Real Estate, descrito como uma estratégia para transformar a infraestrutura aeroportuária em um motor de atração de investimentos, ampliação da logística, fomento ao turismo e criação de novos negócios - com impacto direto na economia local.
A proposta vai além da disponibilização de áreas para novos empreendimentos: ela reposiciona o Manaus Airport como uma plataforma integrada de desenvolvimento econômico, alinhada a uma tendência observada em aeroportos administrados pela VINCI Airports em diferentes países, onde os sítios aeroportuários passam a funcionar como polos de negócios, inovação e serviços.
Um estudo conduzido pela consultoria Colliers apontou que, dentro de um sítio aeroportuário de quase 14 milhões de metros quadrados, existe uma área de aproximadamente 235 mil metros quadrados (23 hectares) com vocação para receber projetos como condomínio logístico, hotel com 150 quartos, centro de convenções, atacarejo, escritórios e shopping center.
A iniciativa tem como foco atrair investimento privado, criar postos de trabalho, aumentar a competitividade da Zona Franca de Manaus e viabilizar a infraestrutura necessária para acompanhar a expansão das operações logísticas e do comércio eletrônico. Ao mesmo tempo, a proposta amplia o leque de serviços para passageiros, empresas e para a comunidade, diversifica as atividades econômicas no entorno do aeroporto e reforça Manaus como um centro regional de negócios e logística.
Para a concessionária, o programa marca uma nova fase da estratégia para a Amazônia, ao reunir infraestrutura aeroportuária, desenvolvimento urbano e atração de investimentos em um mesmo ambiente de negócios.
Remessa Expressa (Courier): reforço do Terminal de Cargas e conexão com o comércio eletrônico
Além do Real Estate, o evento também formalizou a implantação do serviço de Remessa Expressa (Courier), ampliando o peso estratégico do Terminal de Cargas do Manaus Airport. Voltado a atender a demanda da Zona Franca de Manaus, o terminal passa a integrar a Amazônia às cadeias globais do comércio eletrônico.
Com a nova operação, o prazo de entrega de compras internacionais destinadas à região Norte pode cair de até 60 dias para cerca de uma semana. Para isso, foram investidos R$ 1,7 milhão em modernização tecnológica, adequação alfandegária e implantação de um novo sistema de gerenciamento de armazéns (WMS). Com essa habilitação, o aeroporto se torna o primeiro da região Norte apto a operar o serviço de courier para compras internacionais, entrando no grupo dos principais hubs logísticos do país, ao lado de Guarulhos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.
A previsão inicial é movimentar aproximadamente 10 mil pacotes por dia, conectando Manaus diretamente às operações de grandes plataformas de comércio eletrônico, como Amazon, Shopee, Shein e Temu.
A ação acompanha a expansão do comércio eletrônico global, que movimenta mais de US$ 4 trilhões por ano. Além de acelerar entregas para os consumidores, a operação abre espaço para ampliar exportações de produtos fabricados na Zona Franca de Manaus e de itens produzidos na Amazônia, fortalecendo a competitividade regional e criando novas conexões com mercados internacionais.
O CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, destaca:
“Os aeroportos do século XXI deixaram de ser apenas locais de embarque e desembarque. Hoje, os principais aeroportos do mundo são plataformas de negócios, inovação, logística e transformação econômica. É essa visão que orienta a atuação da VINCI Airports e é essa mesma visão que estamos construindo para a Amazônia.”
De acordo com o executivo, a estratégia reúne infraestrutura, logística, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento imobiliário para ampliar a relevância do Manaus Airport como porta de entrada da Amazônia para o Brasil e para o mundo.
Informações da VINCI Airports
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