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Expresso Curto: visita guiada pela edição do Expresso

Jovem sentado em escritório, apontando para mural com recortes de jornal, enquanto vídeo de político é exibido em computador.

Viva, este é o seu Expresso Curto. Eu sei: o título desta newsletter não parece dos mais animadores. Ainda assim, prometo boas notícias, ótimos exemplos e, principalmente, leituras interessantes para os próximos dias. Estamos na reta final antes do fim de semana e hoje é dia de comprar a edição do Expresso - ou de ler aqui, na versão digital. Vem comigo: faço uma visita guiada rápida.

Política e alertas no Expresso

Abro com a reforma trabalhista: o Governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, o pacote de mudanças, deixando de fora alguns pontos que já tinham sido negociados com a UGT (antes da ruptura na Concertação). Ainda assim, manteve dois “bônus” com evidente apelo político: o reforço das licenças parentais e mais férias. O que o Expresso soma a esse quadro é que uma vice-presidente e um deputado do PSD já votaram contra a proposta do Governo. A Paula Caeiro Varela conta os detalhes.

Ainda no radar do Executivo, trazemos que novas regras limitam 35% dos médicos tarefeiros. Como explica a Vera Lúcia Arreigoso, os prestadores já alertam para falhas nos serviços e o presidente da Associação de Tarefeiros pede ao Presidente que barre o diploma.

E fica também a chamada de atenção para o congresso do CDS, neste fim de semana, no qual o partido se prepara para recolocar em pauta o tema do aborto.

Há outro alerta essencial, agora sobre o começo da temporada de incêndios: a chamada Fase Bravo arranca com bombeiros em conflito e mais de 7 mil hectares queimados; o presidente da agência de incêndios saiu do cargo; os helicópteros Black Hawk ainda estão em treinos; e há 40 mil hectares de floresta por limpar. O aviso está dado.

Em outro tema, contamos a história do PSP que denunciou sozinho os colegas da esquadra do Rato - denunciou e investigou, em segredo. É o tipo de notícia que, dá para dizer, virava filme.

E, para chegar a um dos bons exemplos prometidos, apresento Irene Fonseca, uma das matemáticas mais reconhecidas do mundo, que voltou a Portugal para receber o Prêmio da Universidade de Lisboa. É a trajetória de uma aluna “medíocre” que se tornou uma matemática premiada.

Antes de virar a página, um salto ao Internacional: era inevitável falar da ida de Trump à China - e acrescentamos uma análise das muitas viagens a Pequim de presidentes dos EUA. E também, claro, da rebelião que deixou o líder do Reino Unido em lume brando.

Economia: crédito, moradia e fronteiras

No caderno de Economia vem a manchete desta edição: está chegando um novo aperto nas regras de acesso ao crédito. Faz tempo que o banco central demonstra preocupação com a corrida ao crédito, os problemas no mercado imobiliário e a alta dos juros. Agora, vai reduzir a taxa de esforço que as famílias precisam cumprir. A Isabel Vicente explica tudo.

À notícia, somamos uma análise relevante do mercado para responder a uma pergunta: onde é mais difícil comprar casa? No Algarve, a moradia concorre diretamente com o turismo; na Grande Lisboa, os salários são mais altos, mas não se compra nem metade dos m² do Alentejo e do Centro. Aqui estão os dados - e ainda a conclusão do setor sobre as novas medidas fiscais para a habitação: não chegam.

Há ainda um problema que segue pendente no aeroporto, onde as filas estão cada vez maiores. A nossa leitura é que haverá mais espaço e recursos nas fronteiras, mas só a suspensão do controle biométrico poderá evitar filas no verão.

Vamos a notícias mais animadoras?

Hoje contamos a história da Naura, a empresa de tecnologia portuguesa que nasceu na Suíça com um banco digital e, agora, pisca os olhos aos brasileiros. E trazemos também uma conversa com António Pargana: o português que virou um dos maiores empresários do Brasil, é grande acionista da Brisa e criou uma fundação para estimular, entre luso-descendentes, o conhecimento e o interesse por Portugal. A missão dele, agora, é fazer negócios com luso-descendentes.

Também há notícia de um investimento vindo da China para Sines. E, no mesmo tema, um trabalho imperdível sobre como os minerais críticos estão mudando o poder.

E fica um alerta importante do diretor-geral da Iberdrola em Portugal: “O capital é impaciente e pode mudar para outras geografias”. O assunto da entrevista? Energias renováveis.

Revista: capa, música e realeza

Na capa da Revista está o outro famoso desta edição - agora um famoso realmente conhecido do grande público. É Ricardo Araújo Pereira, que além de cronista aqui no Expresso é o humorista mais popular do país. Ele aparece na capa porque, depois de todos esses anos, estreou no formato de stand-up, com dois espetáculos no Porto e outro em Lisboa. O João Miguel Salvador acompanhou-o no palco e fora dele e garante que “ele é humano, a confiança é simulação”.

A edição traz ainda mais artes, passando pelos 100 anos de Miles Davis: um gênio musical, aclamado no mundo inteiro, mas que ainda assim foi alvo de racismo no próprio país. O mago do trompete faria quatro concertos em Portugal, todos cercados de polêmicas. O João Moreira dos Santos recupera essas histórias.

Falando em realeza, a entrevista da semana é com Andrew Lownie, historiador que passou anos investigando excessos e aquilo a que chama “ganância sem fronteiras morais” do ex-príncipe André e de Sarah Ferguson. Ao Expresso, Lownie fala das ligações da Casa Real a Jeffrey Epstein e de seus escândalos financeiros, alegadamente encobertos por Carlos III e pela mãe. “A monarquia só se salva de o rei Carlos abdicar”, afirma.

E, claro, também há livros, discos, peças de teatro, exposições, filmes e séries para consultar com atenção. Assim como opinião, para ler com calma no fim de semana.

Como você vê, é uma edição inteira de prazeres - além das notícias - para ler aqui. Fica a sugestão e o meu desejo sincero de um ótimo fim de semana. Até já, sempre por aqui.

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