Plano de Desenvolvimento Imobiliário da Aena e a área estratégica na Grande Aracaju
Uma área de cerca de 397 mil metros quadrados, em ponto estratégico da Grande Aracaju e já conectada ao tecido urbano, foi definida para impulsionar um novo ciclo de crescimento econômico em Sergipe.
Nesta sexta-feira (7), a Aena divulgou o Plano de Desenvolvimento Imobiliário do Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria, com a proposta de firmar o entorno do terminal como um polo de atividades logísticas, comerciais e de serviços.
Investimentos, novas edificações e geração de empregos
Com capacidade de atrair, em um primeiro momento, R$ 275 milhões em aportes privados, a iniciativa prevê a implantação de até 146 mil metros quadrados de novas construções. A expectativa é que isso resulte em mais de nove mil empregos diretos e indiretos.
O anúncio foi realizado com a participação de autoridades e lideranças, entre elas o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, além de executivos da Aena Brasil e representantes do setor produtivo.
Segundo Joaquín Rodríguez, diretor-geral da Aena Brasil, “o Aeroporto de Aracaju possui características únicas que o tornam um dos ativos mais promissores da estratégia imobiliária da Aena no Brasil. A combinação de área disponível, integração urbana e localização privilegiada favorece a atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da competitividade regional”.
Logística, conceito de Airport City e fatores que elevam a relevância do projeto
O plano distribui o potencial imobiliário em frentes complementares, combinando usos capazes de responder às necessidades urbanas, dar suporte à operação aeroportuária e abrir espaço para diferentes oportunidades de investimento. Com base no conceito internacional de Airport City, o desenho inclui empreendimentos de hotelaria, varejo regional, serviços especializados e operações logísticas, em linha com a expansão de Aracaju e de Sergipe.
No eixo logístico, estão previstos espaços para condomínios que se beneficiem tanto da infraestrutura existente quanto da conectividade viária do aeroporto. Uma das áreas tem potencial para receber um empreendimento monousuário com até 87 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Já outra área foi pensada para um desenvolvimento em fases, com possibilidade de alcançar 100 mil metros quadrados, dependendo do nível de demanda.
O projeto se torna ainda mais relevante diante do avanço do comércio eletrônico e da indústria petrolífera local, somados à falta de grandes terrenos disponíveis em área urbana, o que reforça a vantagem competitiva do aeroporto.
A evolução do terminal caminha junto com o plano: em 2025, o aeroporto movimentou 1,37 milhão de passageiros, 20% acima de 2019 e 7,1% superior a 2024. No mesmo período, foram registradas 15,8 mil operações aéreas, além de um aumento de 14% no volume de cargas. Hoje, o terminal liga Sergipe a oito destinos nacionais.
O modelo também segue a estratégia de sustentabilidade da Aena, com investimentos voltados à redução de emissões, adoção de energia limpa, tratamento de esgoto, reciclagem e obtenção de certificações ambientais. Além de Aracaju, o Aeroporto Internacional do Recife já conta com um plano similar, e a empresa pretende levar a iniciativa a outros aeroportos da sua rede no Brasil, conforme as particularidades e as necessidades de cada unidade.
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