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Eswatini Air cresce 65% na receita no 1º trimestre de 2026/27 com jatos Embraer

Homem com colete refletivo segura tablet com gráfico na frente de avião em aeroporto durante o dia.

A Eswatini Air registrou um avanço expressivo de 65% na receita no primeiro trimestre do ano fiscal 2026/27, sinalizando a continuidade do crescimento comercial e o reforço da sua atuação regional, sustentados pela operação de jatos Embraer.

De acordo com o relatório de desempenho do Ministério de Obras Públicas e Transportes, a companhia aérea ficou acima de todos os seus principais indicadores-chave de desempenho (KPIs) financeiros entre 7,5% e 12%, mesmo com oscilações sazonais que afetaram algumas metas operacionais.

Desempenho financeiro da Eswatini Air no 1º trimestre 2026/27

O resultado foi impulsionado por um desempenho consistente em toda a rede, apoiado por maior receita por passageiro, iniciativas de marketing mais efetivas e um processo contínuo de otimização de rotas.

A abertura da rota para Lusaka fortaleceu a posição da empresa no mercado regional, enquanto ajustes nos serviços ajudaram a reduzir custos. Na avaliação do governo, essas medidas tendem a elevar a eficiência da malha e a apoiar a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a Eswatini Air apresentou ganhos relevantes em todos os indicadores financeiros, com destaque para a receita e para a receita por assento-quilômetro disponível (RASK), que avançaram mais de 60%. Do ponto de vista operacional, a empresa preservou níveis elevados de serviço, apesar da queda de demanda em algumas rotas nos meses de maio e junho.

Operação de voos, malha e pontualidade (OCC)

Ao longo do trimestre, 553 voos foram programados, e 547 foram efetivamente operados, resultando em uma taxa de cumprimento de 99%. A pequena redução foi explicada pela consolidação temporária de rotas entre Cidade do Cabo e Durban durante o período de menor procura. Além disso, a companhia realizou quatro voos fretados no intervalo.

O Centro de Controle de Operações (OCC), que coordena voos, manutenção, comunicações e atividades em solo, teve papel importante na estabilidade das operações. Isso se refletiu em uma pontualidade de 94,35%, com poucas interrupções, atribuídas ao planejamento antecipado e a respostas rápidas.

A confiabilidade da frota permaneceu em 100% de aeronaves em condições operacionais, após a execução de todas as manutenções programadas em conformidade com as normas aeronáuticas.

Segurança operacional, IOSA e conformidade

A Eswatini Air também segue com a modernização da infraestrutura de armazenamento para cumprir as exigências do IOSA (Auditoria Operacional de Segurança da IATA).

Os padrões de segurança foram mantidos, sem qualquer registro de interferências ilícitas no período. Equipamentos de segurança, como raios-x e sistemas de controle de acesso, continuaram plenamente operacionais. Também foram realizados treinamentos sobre o transporte de deportados para colaboradores do Ministério do Interior.

RENAC: compras, auditorias e restrições orçamentárias

No mesmo trimestre, a RENAC, empresa-mãe da aérea, aprimorou processos de compras, governança e controles internos. Foram publicados quatro editais, assinados três contratos no valor total de aproximadamente US$ 213 mil (E3,48 milhões) e processadas 866 ordens de compra que somaram cerca de US$ 2,64 milhões (E43,15 milhões).

As atividades de auditoria abrangeram a atualização do estatuto de auditoria em linha com o Código King V de Governança Corporativa, a revisão do registro de riscos estratégicos, auditorias e a contagem anual de inventário.

Apesar do desempenho favorável, a RENAC lida com limitações de orçamento. Para o exercício 2026/27, a entidade solicitou aproximadamente US$ 52 milhões (E874,5 milhões), mas teve aprovados cerca de US$ 33 milhões (E555 milhões), equivalentes a aproximadamente 63% do montante pedido. Para cobrir a diferença, foi encaminhada uma solicitação suplementar de US$ 19 milhões (E320 milhões), com a observação de que US$ 42 milhões (E703,5 milhões) são recuperáveis por meio de acordos de recuperação de custos.

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