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Major da Força Aérea dos Estados Unidos é preso no Capitólio, em Washington, após ato por impeachment de Donald Trump e JD Vance

Policial algemado entre dois oficiais na frente do Capitólio dos EUA durante protesto.

Um major da Força Aérea dos Estados Unidos foi preso na tarde de quarta-feira (2) nas escadarias do Capitólio, em Washington, depois de participar de um ato que defendeu o impeachment do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance.

O militar, identificado como Jason Watson, está na ativa e foi ao evento usando uniforme. A manifestação foi organizada pela Coalizão pela Remoção, grupo que atua junto ao Congresso norte-americano para pressionar pela abertura de um processo de impeachment contra Trump. O deputado Al Green, do Texas, também esteve no ato e é conhecido por apresentar repetidas vezes propostas de impeachment contra o presidente.

Prisão de major da Força Aérea dos Estados Unidos no Capitólio

No discurso, Watson disse apoiar Al Green por entender que o parlamentar foi o único integrante do Congresso a demonstrar “coragem e convicção” ao forçar uma votação sobre artigos de impeachment. Para o major, se mais congressistas adotassem a mesma postura, seria possível retirar do poder toda a administração Trump.

Ele ainda afirmou que o Congresso não reconheceu a gravidade e a urgência do momento e defendeu a continuidade de uma resistência civil “incansável e intransigente” como forma de pressionar os parlamentares, segundo a ABC 7 de Los Angeles.

Após a fala, Watson foi detido pela Polícia do Capitólio. As autoridades informaram que ele acabou autuado por obstrução, aglomeração e incômodo em área pública. A corporação destacou, porém, que atos e manifestações são permitidos em outras partes do complexo do Capitólio.

Regras militares para protestos e manifestações políticas

Além de eventuais consequências na Justiça, Watson pode sofrer sanções militares. Integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos seguem normas mais rígidas do que as aplicadas aos demais cidadãos quando o tema é participação em protestos e em atividades políticas.

Pelo Código Uniforme de Justiça Militar, oficiais são proibidos de usar linguagem desrespeitosa contra o presidente, o vice-presidente, secretários militares, membros do Congresso e outras autoridades federais. Somam-se a isso os regulamentos do Departamento da Força Aérea, que determinam que militares não podem participar de atividades políticas quando estiverem usando uniforme.

Em nota divulgada na quinta-feira (3), um porta-voz da Força Aérea afirmou que todos os militares devem cumprir leis, regulamentos e políticas que orientam a conduta e o uso do uniforme. O texto acrescenta que o Departamento da Força Aérea espera que seu efetivo mantenha os mais altos padrões de disciplina e profissionalismo, dentro e fora do serviço, mas não comentou o caso diretamente nem informou em qual unidade o major Watson atuava.

Punições possíveis e impactos de uma expulsão desonrosa

De acordo com o código militar, participar de protesto usando uniforme pode gerar punição administrativa que varia entre prisão, multa com desconto no salário e até expulsão desonrosa. Na penalidade mais severa do serviço militar norte-americano, são perdidos todos os benefícios, como aposentadoria e plano de saúde, além de haver reflexos na vida civil: muitos estados têm prerrogativa constitucional para revogar direitos básicos como votar, possuir armas e ocupar novo cargo público; além disso, torna-se extremamente difícil conseguir emprego, por se tratar de uma marca negativa no currículo.

As restrições sobre participação em atividades políticas com uniforme não valem apenas para a Força Aérea, mas para todos os militares das Forças Armadas dos Estados Unidos.

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