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Pentágono fecha contrato de US$ 332,6 milhões para manter capacetes inteligentes JHMCS até 2032

Piloto militar com capacete e óculos escuros dentro de caça, com aviões e pista ao fundo.

Contrato e escopo do suporte ao JHMCS

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos assinou um contrato estimado em US$ 332,6 milhões para garantir o fornecimento de peças, serviços de reparo e suporte logístico aos capacetes inteligentes Joint Helmet Mounted Cueing System (JHMCS), usados por pilotos de caça da Força Aérea e da Marinha norte-americanas. A intenção é manter esses equipamentos em plena capacidade operacional, no mínimo, até 2032.

A Defense Logistics Agency (DLA) adjudicou o acordo à Rockwell Collins ESA Vision Systems, uma empresa conjunta formada pela Collins Aerospace (RTX) e pela Elbit Systems of America, responsáveis pelo desenvolvimento e pela sustentação do sistema desde a década de 1990.

A contratação foi realizada em regime de fornecedor exclusivo, já que a companhia é a única com condições de entregar componentes compatíveis com os capacetes atualmente em uso.

Como o capacete inteligente JHMCS funciona no combate aéreo

No cenário atual do combate aéreo, o JHMCS é visto como um recurso essencial. Com ele, o piloto pode indicar mísseis de curto alcance, como o AIM-9X Sidewinder, apenas fixando o olhar no alvo, sem precisar apontar o nariz da aeronave.

Isso acontece porque o sistema acompanha os movimentos da cabeça do piloto e projeta informações diretamente na viseira do capacete. Assim, dados críticos - como velocidade, altitude, alertas de ameaça e referências de navegação - ficam visíveis sem que o piloto precise tirar os olhos do ambiente externo.

Aeronaves atendidas e clientes internacionais (FMS)

O contrato cobre a manutenção dos capacetes empregados em diversas aeronaves de combate dos Estados Unidos, incluindo o Boeing F-15 Eagle e Strike Eagle, o Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon e o Boeing F/A-18 Hornet e Super Hornet.

Além das forças norte-americanas, o pacote também atende clientes internacionais por meio do programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS), contemplando Grécia, Marrocos, Singapura, Chile, Dinamarca, Noruega, Tailândia, Omã, Taiwan, Portugal, Canadá, Suíça e Austrália.

Prazo, locais de execução e fontes de recursos

Com vigência inicial de seis anos e opção de prorrogação por mais seis meses, o planejamento é concluir as atividades até 23 de julho de 2032.

Os trabalhos serão conduzidos em instalações no Texas, Oregon e Israel. O financiamento virá da DLA, das Forças Armadas dos EUA e de verbas destinadas às vendas militares ao exterior, permitindo que a mesma estrutura logística sustente tanto militares norte-americanos quanto aliados.

Apesar do valor elevado, o investimento não prevê a compra de novos capacetes; ele se concentra na manutenção e no suporte de um dos sistemas mais críticos da aviação de caça contemporânea. O Pentágono não informou quantos capacetes passarão por reparo nem o volume total de peças que será fornecido durante a vigência do contrato.

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